InterNey
InterNey

Seguem links e datas dos próximos cursos e eventos que participarei nos próximos meses.

8/Junho (sábado) – Curso – 8 horas – presencial em Belo Horizonte/MGMarketing em Mídias Sociais.

29/Junho (sábado) – Curso – 8 horas – à distância pela internet e presencial em São Paulo/SPMarketing em Mídias Sociais.

25/Julho (quinta) – Curso – 8 horas – presencial no Rio de Janeiro /RJ – Marketing em Mídias Sociais. (link disponível em breve)

3/Agosto (sábado) - Evento – São Paulo/SPMedia Performance Day.

5/Agosto a 10/Agosto (segunda a sábado) - Curso – 28 horas – presencial em São Paulo/SPMídias Sociais na Prática.

23/Setembro a 27/Setembro (segunda a sexta) – Evento – São Paulo/SP – Social Media Week.

3/Outubro e 4/Outubro (quinta e sexta) - Curso – 16 horas – presencial em Manaus/AM – Marketing em Mídias Sociais. (link disponível em breve)

5/Outubro (sábado) Evento – Manaus/AM – (link disponível em breve)

Se você quer que o curso de Marketing em Redes Sociais aconteça na sua cidade deixe seu dados aqui: Onde você quer uma nova turma do Curso de Marketing em Mídias Sociais?

Apesar de alguns contratempos tivemos uma participação constante de 250 pessoas, o feedback de quem participou foi muito bom, serviu pra mostrar que marketing precisa se preocupar mais com a infraestrutura de TI e ajudou os 2 públicos presentes em nosso seminário a entenderem que eles precisam conversar mais e trocar mais figurinhas.

Você pode ver os vídeos e slides abaixo e se gostar fazer algum dos nossos cursos com um desconto especial:

Curso de Marketing em Mídias Sociais e Infraestrutura de TI - Link p/ obter 37,5% de desconto no curso presencial e 62,5% de desconto no curso à distância:

http://blog.corujadeti.com.br/marketing/index_promo_web.html

Use o código: Interney-Ecommerce-School para os cursos abaixo e obtenha 25% de desconto:

Curso de Marketing em Mídias Sociais:
http://www.ecommerceschool.net.br/prod,IDLoja,23031,IDProduto,3648801,cursos-presenciais–a-distancia-redes-sociais-com-interney

Curso de Redes Sociais na Prática:
http://www.ecommerceschool.net.br/prod,IDLoja,23031,IDProduto,3728244,cursos-presenciais–a-distancia-redes-sociais-na-pratica

Se você gostaria de ver esse curso presencial em sua cidade preencha esse formulário aqui: http://ney.me/10v9B0V

Que tal duas horas para conversamos sobre Marketing em Mídias Sociais com quem já trabalha há muito tempo com o assunto ?

Essa foi a nossa ideia, minha e do Gustavo C. Lima. Por isso, no o dia 10/04 (quarta-feira) foi agendado um Web Seminário Gratuito sobre Marketing em Mídias Sociais e Infraestrutura de TI.

Este Web Seminário começará a partir das 19:00 e terminará às 21:00. Tudo on-line (à distância) e de graça.

Conteúdo Programático

  • Diagnóstico e Análise de Mercado
  • Planejamento de Mídia Proprietária, Paga e Espontânea
  • Plano de Contingência
  • Comportamentos de Crise
  • Segurança, como diferencia campanha de ataque?
  • Tipo de campanha – Estático ou dinâmico
  • Segmentação da infraestrutura ou não

 

Vejam que os tópicos selecionados fazem parte do treinamento Curso Marketing em Mídias Sociais com Foco em Performance & Infraestrutura em TI: http://midiaperformance.com.br/

Utilizaremos a ferramenta GotoMeeting para transmissão de vídeo e chat.

Data do evento: 10/04 – Quarta-feira
Duração: 19:00 até às 21:00 – 2 horas

Como se inscrever?
Basta preencher o formulário abaixo:

(inscrições encerradas)

É imprescindível colocar um e-mail válido no formulário acima, pois é através dele que enviaremos o link para você acessar a transmissão ao vivo.

Será fornecido ao final do seminário um link para impressão de um certificado digital (pdf) personalizado com o nome que você deixou no formulário, o link será enviado pelo mesmo e-mail cadastrado acima.

O vídeo final será colocado no YouTube, mas somente ao vivo você poderá fazer perguntas pelo chat. Você só receberá o certificado caso se inscreva e estamos preparando uma pequena surpresa ao final do seminário :)

As inscrições encerrarão às 18:00 do dia 10/04, divulgue para os seus amigos.

Update: Vídeo do Web Seminário Gratuito de Marketing em Mídias Sociais e Infraestrutura de TI: http://youtu.be/swRYw5WMaFc Slides: http://ney.me/154Mwr8

Uma pesquisa que ainda nem foi publicada está gerando uma avalanche de boatos sobre como o Facebook lida com seus posts na timeline.

O que a pesquisa diz? Que apenas 1/3 dos nossos amigos veêm o post que publicamos. E a partir daí começaram as diversas teorias da conspiração.

Antes vale a pena compartilhar algumas informações para vocês entenderem de que lado eu estou. Eu tenho mais seguidores no Twitter (115.000) e no Google+ (700.000) do que no Facebook (11.000), ou seja, se tudo desse errado pro Facebook hoje, em termos de audiência, as coisas estariam melhores bem pra mim. Não tenho interesse que o Facebook continue dominando a galáxia, apenas me irrita colegas de marketing usando a desculpa do cachorro que comeu a lição de casa.

Dito isto vamos aos fatos:

1) Top Stories x Most Recent.

Seleção de que posts desejamos ver no Facebook.

 

 

O Facebook permite que seus usuários selecionem se desejam ver todas as atualizações de todos os amigos ou apenas as principais histórias. Com o crescimento do Facebook as pessoas precisaram mudar suas configurações para realmente verem o que tinha de mais interessante na sua timeline. O que o Facebook leva em consideração para colocar algo na sua timeline então? O EdgeRank.

2) EdgeRank

Se você quiser se aprofundar mais sobre o EdgeRank tem uma análise bem interessante aqui mas a verdade é que o EdgeRank do Facebook é um segredo tão bem guardado quanto o PageRank do Google, e ele é o responsável por indexar o que vai aparecer na timeline das pessoas. Ele é composto dos seguintes fatores:

a) Afinidade – Se você interage (curte/compartilha/comenta) muito com uma determinada página ou pessoa, essa página ou pessoa tem maior probabilidade de continuar aparecendo na timeline dela.

Se você costumava ter muitas curtidas e isso caiu o problema pode ser simplesmente que você deixou de ser interessante pra aquelas pessoas, ou a qualidade do que você posta caiu, ou a percepção das pessoas mudou e a sua linha criativa já não as impressiona mais, ou simplesmente surgiram outras pessoas e páginas mais interessantes. Com o tempo, interagindo menos com você, você vai sumindo da timeline delas.

Procure inovar no seu modo de participar, mude seu estilo criativo, abordagem, base de argumentação. Isso pode te ajudar a reconquistar afinidade com seus fãs/seguidores/amigos.

b) Tipo de post – Se a pessoa curte muitas fotos, a timeline dela dará mais espaço pra fotos, se ela gosta de vídeos, aparecerão mais vídeos, se ela interage mais com posts de texto puro, a timeline dela será cheia de letrinhas. O mesmo vale para evento, enquetes, checkins, etc.

Varie o tipo do seu conteúdo para alcançar os diferentes tipos de fãs, se você passou a postar mais fotos porque a maioria gostava de imagens, é provável que você perdeu audiência da galera que gosta de outros tipos de conteúdo.

c) Idade do post  - Quando você acaba de postar algo, se ele passar nos filtros acima, ela aparece na timelina dos seus amigos e fãs, mas se a mesma pessoa entrar daqui a uma hora no Facebook pode ser que ela já não veja mais o seu conteúdo. Isso acontece porque o Facebook tenta sempre mostrar os posts mais recentes e a não ser que o seu conteúdo tenha muita afinidade com o público ele não será exibido porque foi postado num horário que simplesmente as pessoas não estavam online.

Varie seu horário de postagem até encontrar seu mix ideal, minha sugestão é um post de manhã, outro de tarde e outro de noite. Cada manhã/tarde/noite teste diferentes horários até encontrar sua melhor performance. Nunca todos os seus fãs e amigos estarão online ao mesmo tempo, só isso já é responsável grande parte dos 70% de pessoas que não veêm seu post.

d) Feedback Negativo – Se a pessoa esconder seu post, esconder todos os seus posts, reportar você como spam ou descurtir sua página, isso conta como feedback negativo. Com o passar do tempo você não só perde alguns leitores, como isso gera um karma negativo para aquele posts e para a sua página. Se você andou lançando algumas polêmicas para gerar visibilidade, e ganhou feedback negativo como bônus dessa polêmica, você pode ter dado um tiro no próprio pé.

3) Nova Timeline

Sabendo da sobrecarga de informação que está disponível hoje o Facebook está lançando uma nova timeline, que vai ser alterada aos poucos nos usuários do mundo todo. Na nova timeline o usuário vai ter mais controle do que ele quer ver, escolhendo posts por tipo de post (ver apenas fotos por exemplo), ou por tipo de conteúdo (ver apenas conteúdo relacionado a games).

Nova Timeline do Facebook

 

 

Isso deve gerar mais visibilidade para posts relacionados a assuntos específicos ao invés de posts engraçadinhos procurando engajamento a qualquer custo  além de valorizar tipos específicos de conteúdo, como fotos e eventos por exemplo.

4) Promoted Posts

Agora que você sabe um pouco da missão do Facebook para organizar o universo de informação que todo mundo vomita na tela do usuário, vamos falar de  como ele “rouba” nesse sistema para você ser mais visível e para ele ganhar um trocados.

Quando você patrocina um post ele permanece mais tempo no topo da timeline dos seus amigos, ou quando você faz isso num fanpage você pode escolher também aparecer para os amigos dos seus amigos. Teoricamente o Facebook só rouba na varíavel do tempo, não posso afirmar com certeza, mas baseado não só em diversos artigos que li, mas também nos meus próprios testes com posts patrocinados em fanpages e timeline pessoal.

Se você tem muito feedback negativo, ou os usuários perderam afinidade com você ou não gostam do formato que você publicou, promover um post não vai salvar a sua pele. Inclusive nos meus cursos eu aconselho a promover apenas os posts que naturalmente já estão conseguindo bastante engajamento, ou seja, aqueles que já romperam a barreira da afinidade e provavelmente terão melhor retorno sobre investimento quando investirmos para quebrar a barreira da idade do post.

Meus posts com maiores taxas de engajamento NÃO SÃO os promovidos. São aqueles em que o conteúdo realmente chamou a atenção das pessoas. Eu tenho casos de sucesso com fotos, com textos e com imagens, casos no meu perfil pessoal e casos postados em páginas. Tenho posts não promovidos com 400 curtidas e posts promovidos com 18 curtidas. Tenho posts promovidos com 8 curtidas e outros com 38 curtidas. Definitivamente não é o quanto eu gastei, é o impacto que aquela informação gerou para o usuário, é o momento em que eu postei. Não adianta também promover posts nos horários onde todo mundo está dormindo, ou no dia em que estão todos na praia.

E ao contrário dos chorões de plantão minhas taxas de engajamento, tantos nas fan pages quanto no perfil pessoal só aumentam ao longo do tempo e o crescimento da base de fãs/subscribers segue a mesma proporção.

Se o Facebook não está funcionando pra você, talvez essas dicas acima ajudem você a fazer uma lição de casa melhor, ao invés de reclamar que o cachorro comeu o seu trabalho.

O problema

Participei de um painel no SXSW sobre o futuro do marketing em mídias sociais, a dinâmica foi bem interessante: duas pessoas se candidatavam para ser o expert da sessão, a platéia fazia uma pergunta, cada um respondia, as pessoas votavam levantando a mão com notas de 1 a 5, os apresentadores davam uma olhada nas mãos e chutavam quem ganhou, caso eles estivessem em dúvida 2 jurados convidados decidiam quem era o vencedor.

Apesar da dinâmica prometer algo divertido, o conteúdo foi horrível. As respostas na maioria das vezes eram vagas, as pessoas não explicavam direito como resolver os problemas ou exatamente o que elas faziam, tudo era respondido de maneira genérica e superficial.

Num primeiro momento fiquei imaginando que os gringos estavam perdidos demais, até que comecei a entender o real problema: os profissionais estavam com medo de compartilhar seus “segredos”. Sei que pode ser um julgamento apressado da minha parte, mas analizando alguns posts e tweets por aí encontrei muita gente que se encaixa de fato nessa categoria.

Outra questão que me motivou a escrever esse post foram diversas perguntas de estudantes de publicidade e aspirantes a analista de mídias sociais ou gestor de comunidades. Eles querem saber como entrar na área, como estagiar em alguma agência, como ser contratado por uma grande marca, etc.

A resposta para as 2 questões é basicamente a mesma: mostre seus talentos, revele seus segredos, compartilhe seu conhecimento.

Talvez para um iniciante essa resposta não faça muito sentido, se você é um profissional do mercado  e chegou até aqui no texto pule para a segunda parte do post, eu vou perder algum tempo com os iniciantes aqui, não sei se essa parte vai te ajudar muito.

Os iniciantes

As pessoas vão te contratar pelo que você sabe fazer, não pelo que você aprendeu na faculdade, a não ser que elas queria uma folha em branco para escrever e viram potencial em você, mas infelizmente essa não é a regra, é a exceção. Infelizmente por 2 motivos:

1) Existem poucas pessoas com potencial por aí que valem esse investimento.

2) Existem poucas empresas com orçamento para investir em educação num mercado onde você precisa de gente resolvendo “buchas” desde o primeiro dia de trabalho.

Quando sobra verba para contratar as pessoas, as empresas e agências querem gente para por a mão na massa. Então como você se vira no mercado de mídias sociais? Da mesma maneira que você se vira na publicidade de uma maneira geral, monte um bom portfólio!

Fazer um portfólio em mídias sociais é simples e basicamente tem 3 caminhos.

1) Cuide da sua marca pessoal, trate seus perfis pessoaiss de forma profissional. Compartilhe conteúdo atraente, veja o que engaja mais seus seguidores e faça um projeto editorial para aumentar a incidência do seu conteúdo.

Não deixe totalmente de lado os conteúdos pessoais, pois isso pode causar estranheza entre seus amigos, a idéia é que você vai adicionar um pouco de conteúdo profissional sem perder sua personalidade.

Marcas precisam de soluções assim, engajar de forma divertida com seu público e adicionar conteúdo técnico/profissional nessa conversa. Se você consegue fazer isso no seu perfil pessoal já é um bom caminho.

2) Cuide de uma pequena empresa de algum amigo/conhecido. É uma forma de você montar um portfólio se você nunca trabalhou com nenhum cliente antes.

Veja bem, eu sou totalmente contra pessoas trabalharem de graça, e só recomenda essa alternativa se você realmente não tem nenhuma experiência, mas está estudando o assunto e tem algum amigo/parente/conhecido que não vai se prejudicar muito em deixar você cuidar das redes sociais.

Outro disclaimer importante, sou contra pessoas completamente inexperientes colocando empresas em situações de risco. Se você vai usar a empresa de alguém como cobaia, certifique-se de estudar muito.

3) Crie uma empresa fictícia e gerencie a presença dela em redes sociais. Você pode criar um canal de conteúdo, assim não tem de vender nada que vá causar confusão com sua audiência, mas vai servir para aprender a produzir  conteúdo, gerar engajamento, analisar dados, tomar decisões e construir um portfólio.

E já que eu falei sobre estudar vou recomendar alguns cursos onde sou professor e livros que colaborei, sim, eu estou puxando a sardinha pro meu lado sim, o post é sobre marketing pessoal então não vou deixar de fazer o meu ;)

Depois de fazer os cursos abaixo e ler esse livro pode fazer os demais cursos e ler o outro livro que eu recomendo no fim do post :)

Cursos:

Livro:

 

Os especialistas

Se você é um especialista você também precisa de um portfólio, a diferença é que a expectativa que as pessoas tem de você é um pouco maior.

1) Cuide do seu perfil no Linkedin. Peça recomendações de seus pares, de seus chefes, de seus clientes. Destaque em cada agência quais foram seus principais clientes e em cada empresa quais suas principais campanhas.

2) Tenha um portfólio em um blog, um Tumblr ou no Slideshare. Escreva posts contando seus cases, contando os desafios que você enfrentou, as soluções que você criou, conte casos engraçados e divertidos de sua trajetória, lembre-se que as pessoas não estão contratando um robô e que mostrar que você é legal ajuda muito, afinal de contas eles vão dividir várias pizza até tarde contigo em breve.

Quando falar de cases mostre a coisa de forma estruturada, como se você estivesse vendendo para o seu cliente. Comece com os objetivos, descreva como você chegou na solução a partir daqueles objetivos, mostre como foi colocar a solução em produção, e quais foram os resultados obtidos.

Três coisas muito importantes:

a) Peça autorização do seu cliente/superior para publicar esses dados. Talvez você não possa falar de uma forma específica, mas pode dar detalhes genéricos.

b) Credite seus colegas de trabalho adequadamente, não faça parecer que você é um super-homem, vai parecer meio estranho você ser responsável por uma solução gigante sozinho.

c) Deixe claro dentre os resultados obtidos quais eram esperados pelo cliente, quais foram resultados extra que o cliente não esperava mas gostou e quais foram resultados interessantes para você, que talvez não tenham significado muito para o cliente mas te ensinou algo.

Empresas contratam profissionais com capacidade de manter informações em segredo, se relacionar bem com seus pares e crescer a cada desafio, esses 3 itens acima ajudam a entender se você se encaixa nessa categoria.

Cada campanha ou ação envolve desafios completamente distintos, até mesmo campanhas similares em clientes diferentes apresentam diferentes soluções uma vez que são outros valores de marca a serem trabalhados, para outro público alvo e num momento diferente. As ferramentas de mídias sociais disponíveis no mercado mudam, novas ferramentas surgem, algumas ferramentas somem. Não faz sentido manter segredo sobre como você solucionou um problema.

Ao contrário, mostrar detalhadamente como você chegou nele, ajuda o contratante, cliente ou agência, a entender sua capacidade de analisar os elementos do problema e gerar soluções, te dá mais credibilidade como profissional e aumenta sua reputação no mercado.

Se o seu potencial se limita a alguns truques prontos que você tem medo de compartilhar, eu lamento informar, mas sua vida profissional vai ser muito curta na publicidade, ou talvez ela seja curta em qualquer mercado que você vá trabalhar.

A melhor forma de aprender é dividir o conhecimento, ainda é tempo de mudar de caminho, não importa em que parte do caminho você esteja.

E pra você que já trabalha na área eu também tenho alguns cursos e um livro para sugerir:

Cursos:

Livro:

Algumas pessoas vieram me perguntar sobre o grande lançamento do Google para o final do ano, o Google Glass. Existem 3 questões importantes de como ele influencia nossas vidas que eu gostaria de compartilhar com vocês. Caso você ainda não conheça o projeto você pode obter mais informações no site oficial do Google Glass aqui.

Google Glass, imagem de divulgação

Basicamente é um óculos que acrescenta uma tela no canto superior direito da sua visão, e responde comandos de voz para realizar tarefas como:

  • Tirar uma foto
  • Gravar um vídeo
  • Transmitir o que você está vendo ao vivo para os seus amigos
  • Dar orientações sobre como chegar em um lugar específico.
  • Enviar mensagens de voz para alguém.
  • Responder curiosidades que podem ser encontradas no Google.
  • Traduzir o que você está falando.
  • Informar sobre seus compromissos

Os 3 aspectos dos quais eu gostaria de falar um pouco são:

Interatividade

Será que o Google Glass vai diminuir a interação entre as pessoas? Na minha opinião não, na verdade, ele deve aumentar um pouco. Hoje muita gente está junto presencialmente e passa tempo olhando para o celular, essas mesmas pessoas, hiperconectadas, são o público alvo do Google Glass, agora elas podem olhar pra você e ainda estarem online.

Isso gera um déficit de atenção na conversa? Sim. Mas ainda assim é menor que as pessoas olhando para seus celulares e gerando zero interação umas com as outras.

Estamos caminhando para um mundo de atenção compartilhada, isso já ocorre hoje com os celulares, já ocorria no passado com a televisão, outdoors e outros avisos/sinais no ambiente e acontecerá no futuro com o Google Glass e outros dispositivos. A diferença é que o Google Glass começa a colocar essa atenção dividida na mesma direção dos demais interlocutores, ainda não sabemos como as pessoas vão lidar com isso, mas me parece promissor.

Design

Eu uso óculos eventualmente, estou me organizando para operar minha miopia, mas na maior parte do tempo uso lentes de contato. A perda da visão periférica nos óculos e a insegurança em praticar esportes com um pedaço de vidro perto do meu olho não me fazer achar óculos a invenção mais ergonômica da humanidade, mas eles estão ali para resolver uma deficiência que eu tenho.

O Google Glass não vem resolver uma deficiência (exceto se você usar o Google Glass como óculos de correção, o que também será possível), eles estão ali para te dar superpoderes, você pode transmitir o que está vendo e ouvindo para outra pessoa conectada em qualquer lugar do mundo, isso quase parece telepatia.

Mas mesmo sabendo que poderei fazer coisas incríveis sem precisar olhar para um celular a cada 5 segundos, a idéia de parecer um personagem de filmes de ficção científica da decada de 80 não me anima muito. Ainda acho que vamos olhar para o Google Glass daqui a uns 15 anos e rir como rimos dos celulares gigantes de 15 anos atrás.

Não duvido que muita gente vá utilizar, provavelmente eu usarei se tiver oportunidade, mas me reservo no direito de achar ridículo qualquer usuários de Google Glass (incluindo eu mesmo), podem fazer piadas comigo e se você for meu amigo espere para ser zuado

Privacidade

Esse é o tópico mais preocupante, e não estou falando da privacidade do usuário do Google Glass, estou falando da privacidade de todo mundo que estiver na presença de alguém usando Google Glass.

Hoje quando você usa um cartão de crédito você já compartilhar detalhes demais sobre a sua vida, eles sabem onde você almoça, para onde você viaja, se você tem um caso extra conjugal, onde faz compras, como você se diverte entre outras coisas. Já perdemos nossa privacidade antes da internet e aos poucos estamos percebendo isso, mesmo assim você decide quando usa ou não o cartão de crédito, quando acessa ou não um site na internet, quando compartilha ou não suas informações com uma empresa.

Quando você usa o Google Glass você pode estar fotografando, filmando ou transmitindo ao vivo as coisas ao seu redor, e quem está sendo filmado, fotografado ou ao vivo para milhões de pessoas pode não fazer idéia disso. Existem meios hoje de se filmar ou fotografar alguém sem o consentimento da outra pessoa? Sim, vários, mas não é algo feito sem controle de forma inocente.

Hoje quando alguém usa um óculos ou caneta espiã geralmente ele está mal intencionada ou quer se proteger, essa gravação tem um fim específico e raramente vem a público desde que as partes entrem em um acordo. No caso de celulares e cameras onde as pessoas fotografam e gravam outras pessoas por lazer e diversão as pessoas em volta sabem o que está acontecendo e se protegem disso.

Casos como o da russa que descobriu traição de noivo no Google Street View vão se tornar mais comuns, e não pense que apenas quem deve algo no cartório é que deve se preocupar. Imagine alguém conversando com um amigo e no campo de visão tem a saída de um banco e pessoas estão vendo você sacar dinheiro? Imagine que você saiu mais cedo para ir naquela entrevista de emprego e falou pro seu chefe que ia ao médico e você aparece ao vivo numa transmissão do Google Glass? Uma festa que você convidou só os amigos íntimos sendo transmitida para diversas pessoas sem o seu consentimento.

Óbvio que com o tempo os usuários de Google Glass vão tomar mais cuidado para onde olham enquanto estão gravando, mas no começo, simplesmente por falta de prática e por não entender as consequências do que está fazendo, veremos milhares de gafes similares a essas e outras que nem consigo imaginar.

Não estou dizendo que é algo ruim, que não devemos usar ou boicotar, apenas que estamos passando por mais uma mudança radical de comportamento e ainda não entendemos as consequências que isso vai trazer. Eu costumo dizer que a privacidade já morreu faz tempo, e pelo jeito o Google Glass vem colocar o último prego no caixão.

Bônus vídeo: Como homens vão utilizar o Google Glass.

Às vezes somos um pouco infelizes com metáforas que se tornam muito comuns. Pastelaria é um exemplo, virou sinônimo de serviço muito rápido sem prazo adequado para planejar e produzir com qualidade. Mas a realidade é que produzir pastel dá um belo trabalho, até o processo de fritá-lo, que é bem rápido, só funciona se você estiver preparado antes.

Talvez seja o momento de entendermos que, num mundo onde o pastel é frito em poucos minutos e todo mundo se amontoa nas feiras livres para disputar um pastelzinho, existem algumas coisas a aprender com pastelarias. Alguns exemplos:

1) Eles fazem uma ótima pesquisa de mercado. Desde os ingredientes a serem utilizados, melhores fornecedores, sabores que a concorrência está entregando,

2) Eles planejam bem a distribuição. Melhores pontos, melhores horários, promoções sobre que pastéis fornecer de brinde e a partir de quantos pastéis oferecer o brinde para estimular consumos.

3) Eles se preparam para que a entrega seja rápida. Mesmo quando o pastel é feito na hora a massa já está pronta e aberta e os recheios já estão preparados, bastando montar e fritar. O óleo também está quente e todo mundo está treinado e experiente.

Infelizmente o mercado de marketing digital nunca vai ter todo o tempo necessário do mundo, prazo sempre será um problema, então porque não se adaptar a isso?

a) Comece a fazer um levantamento de fornecedores: produtoras, freelancers, veículos. Tenha tudo salvo em um documento, com palavras chaves para facilitar a busca, valores, telefones, nomes de pessoas e e-mails de contato. Dessa forma você pode fazer levantamentos mais rápidos e ganhar um pouco de tempo.

b) Monte uma biblioteca de referências: O que outros fizeram e deu certo?  Seu cliente quer segurança? Você pode propor dinâmicas que você sabe que funciona. Você quer evitar alguns riscos? Use referências negativas também, mostre cases onde economizar ou deixar algumas coisas de lado geraram prejuízo de marca ou vendas. Vejo muitos profissionais garantindo que algo que nunca foi feito vai dar certo, ou dizendo que não funciona fazer de determinada maneira, mas sem mostrar argumentos convicentes para o seu cliente.

c) Monte um dicionário de métricas: Ajude seu cliente a traçar os objetivos para que o resultado do seu trabalho seja melhor percebido. É extremamente comum pessoas comprarem cliques quando queriam conversões, comprarem visitas quando queriam tempo médio no site. Definir as métricas corretas ajuda a acompanhar e entregar a campanha. Ajude a traduzir o desejo do seu cliente e medir o mais próximo do resultado. Sobre métricas vale a pena ler esse post: Como controlar conversões nas suas campanhas em mídias sociais.

d) Monte templates de apresentação: Não estou dizendo para você padronizar o lado criativo da apresentação, mas templates que ordenam seu planejamento numa ordem lógica que facilita a compreensão do cliente já te ajuda a montar o seu projeto de forma mais ágil.

e) Monte um banco de pesquisas: Colecione pesquisas e estatísticas sobre comportamento de diversas faixas etárias, gêneros e classes sociais na internet, em redes sociais específicas, sobre o uso mobile, games, mecanismos de busca, etc. Assim você consegue decidir de forma fundamentada, justificar melhor algumas decisões para o seu cliente e ter um ponto de partida mais sólido para fazer suas próprias pesquisas.

Seu planejamento não vai sair tão rápido quanto um pastel, mas você vai começar a ser um profissional mais ágil e menos reclamão. :)

Vale a pena olhar esse debate que fizemos na Campus Party Brasil 6, no final de janeiro desse ano, além de mim participaram Gustavo Jreige e Bruno Tozzini, eu começo a falar dessa metáfora sobre pastelaria mas depois o conteúdo é bem diferente do post acima. :)

No post sobre engajamento eu reforço muitas vezes a necessidade de se trabalhar com foco em conversões. Basicamente o funil de mídias sociais envolve Visibilidade (que pode ser obtida buscando veículos de grande audiência e influencia de forma combinada) -> Engajamento -> Conversões.

Engajamento é importante para testar a aderência do conteúdo que você propagou, se ele gerou comentários, foi compartilhado, curtido e retuitado, significa que as pessoas gostaram desse conteúdo, mas não significa que elas vão comprar os produtos e serviços da empresa, por isso medir conversões é muito importante.

Para facilitar esse processo sem transformar suas redes sociais num festival de divulgação de ofertas e promoções eu recomendo a utilização do blog como eixo da campanha em mídias sociais. O blog pode contar uma história incrível envolvendo seu produto e no final do texto um link para uma oferta do produto, você tem um link de conversão direta junto com uma história viralizável, é o melhor dos mundos.

Obviamente não estou falando para você abandonar as demais redes, os conteúdos do blog devem ser repercutidos nos demais canais sociais, bem como nesses canais você pode e deve linkar conteúdos aproveitando a forma de cada canal e indicando outras fontes interessantes de informação, para que suas contas não fiquem parecendo depósitos de “jabás”.

Na Campus Party desse ano separei um trecho do meu curso de Marketing em Redes Sociais, onde eu explico como medir visibilidade, engajamento e conversões, sejam elas online ou offline, e transformei numa palestra de uma hora.

Você pode assistir o vídeo aqui:

E acompanhar os slides aqui:

E se quiser se aprofundar no assunto pode se matricular no meu curso aqui. :)

Twitter já é o aplicativo mais interessante para se acompanhar eventos em tempo real, por uma série de fatores, tais como:

• A maioria dos seus posts são públicos e pesquisáveis por qualquer pessoa.
• A marcação de tweets através de hashtags permite conectar indivíduos comentando os mesmos assuntos.
• Os Trending Topics mostram quais são os principais temas do momento numa determinada cidade ou país.

Por essas características geralmente as pessoas recorrem ao twitter para saber “o que está acontecendo agora”, seja o resultado de um jogo de futebol, últimas notícias sobre uma tragédia ou impressões sobre um programa que está passando na televisão naquele momento.

No Super Bowl desse ano o twitter foi o grande vitorioso segundo a análise de diversos veículos:

• Como a Oreo usou o apagão para vencer o Super Bowl – EXAME.com
• Apagão no Super Bowl faz marca de biscoito brilhar – Época NEGÓCIOS
• How Oreo Won the Marketing Super Bowl With a Timely Blackout Ad on Twitter – Wired.com
• Oreo’s Snappy Super Bowl Blackout Ad – TIME.com

O responsável pela façanha foi a Oreo, cuja agência (360i) ficou de plantão para aproveitar alguma oportunidade que surgisse durante a transmissão, quando as luzes se apagaram eles publicaram o seguinte tweet:

Além do sucesso medido em retweets e exposição da marca no twitter foram publicadas mais de 25 mil notícias e posts sobre esse único tweet até o momento, e o custo de produção certamente inferior a qualquer outro anúncio publicitário feito durante o Super Bowl, famoso por ter os intervalos mais caros da publicidade americana.

Engana-se muito quem acredita que o twitter está morrendo, números recentes do Comscore levaram as pessoas a acreditar que a plataforma estava em pleno declínio, o problema é que além do Comscore medir a audiência por painel (o que não garante que o painel compõe em quantidade estatística adequada os usuários de twitter) ela ainda mede apenas o acesso ao site, sendo que a maior audiência do twitter é via mobile e/ou aplicativos como hootsuite.

Na coletiva de lançamento do escritório do Twitter no Brasil eles responderam a pergunta sobre o crescimento da plataforma em nosso país com 2 bons argumentos, o que eu repeti acima sobre o Comscore e a constatação óbvia de que “se o twitter não estivesse crescendo no Brasil não estaríamos abrindo um escritório aqui”.

Recentemente o twitter deu 2 novos importantes passos para manter esse crescimento reforçando suas vantagens competitivas como plataforma. Além de ser a principal rede social para ser utilizada como segunda tela, pelos motivos que destaquei no começo desse texto, o twitter é uma plataforma ágil, se você quer compartilhar algo rápido o aplicativo do twitter ainda é mais prático do que o do Facebook e a restrição de 140 caracteres se torna uma vantagem já que todo mundo precisa ser sintético no que vai dizer.

Para reforçar seu posicionamento ágil ele passou a incorporar microvídeos através do Vine, um aplicativo mobile que permite gravar e compartilhar vídeos de até 6 segundos. Como já estão usando o aplicativo inclusive para pornografia, e tudo que tem pornografia permanece na rede, acredito que o Vine veio pra ficar. :)

O segundo passo foi anunciado ontem, com a compra do Bluefin Labs, empresa que analisa as repercussões de programas e comerciais de TV nas redes sociais. Agora o twitter pode não só vender publicidade em sua plataforma, como comprovar como essa publicidade influencia a repercussão de um programa.

Vale destacar que essa repercussão já ocorre, e mesmo que a aquisição da Bluefin não influencie diretamente a venda de publicidade no twitter ela atende uma nova necessidade de mercado: relatórios detalhados sobre como as iniciativas de mídia proprietária ou paga estão repercutindo e como os anunciantes podem ajustar essa publicidade para obter melhores resultados.

Resumindo, o twitter continua melhorando sua plataforma para manter o interesse das pessoas (Vine) e das empresas (Bluefin Labs) e ocupando um espaço diferente do Facebook. Se você não diversifica suas ações em diferentes redes sociais está perdendo oportunidades está perdendo muitas oportunidades de fixar sua marca e surpreender seus consumidores.

Será que você já nasce criativo? Ou existem formas de abrir sua cabeça e ter mais idéias? Com essa dúvida em mãos e depois de algumas horas de pesquisa cheguei a uma série de exercícios para expandir sua mente e se tornar uma pessoa mais criativa.

São dicas muito simples, coisas que eu naturalmente fui fazendo ao longo da vida, coisa que muitos amigos meus diretores de criação, empreendedores, fotógrafos e videomakers acabam fazendo instintivamente e certamente colaboraram para terem idéias malucas e surpreender as pessoas com seus trabalhos.

Veja o vídeo:


Acompanhe os slides:

Bônus: Uma entrevista em vídeo que fizeram comigo após essa palestra com algumas perguntas e comentários adicionais: Edney Souza explica como produzir conteúdo criativo e diferenciado.